quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Fim de ano...



É quando as pessoas se enchem de esperanças, esperam que suas vidas melhorem no ano que chega, fazem promessas, renovam seus votos, ou sei lá o que...
Esse sentimento ainda não chegou em mim, e nunca chega. Não sou muito fã dessa época do ano. Pra mim quer dizer menos um ano em minha vida, um ano que se passa e que eu não fiz muitas grandes coisas, não consegui o que queria, não alcancei meus objetivos, entre tantas outras desilusões...
Me perdoe por ser tão pessimista. Espero que entendam.
Mas estou aqui, sem muitas emoções, sem grandes expectativas, e bem desiludida. Esses dias que passaram aconteceu uma coisa, que eu fiquei com muito medo de parar pra pensar, e com medo de reviver, e sofrer, ou sei lá, por que as vezes me surpreendo. E eu sei que vai se repetir de novo, e eu vou ver de novo, e quem sabe dessa próxima vez eu não pare pra pensar e reviver, e relembrar que nunca mais irá acontecer novamente, que aquele momento sempre será único, e não voltará...
Enfim...
Estou nesse estado de latência emocional, sem sentir, e com medo de tomar certas atitudes. Estou com saudades de me apaixonar de verdade, de sentir um sentimento com a intensidade devida, de ficar nervosa, de sentir saudades, ciúmes, ficar preocupada...
Estou sentindo falta disso...

Mas, fora tudo isso, espero que as esperanças cheguem em mim nesse fim de ano, e em todos. E que eu possa estar mais feliz, mais viva.

'É, meu amigo, só resta uma certeza: é preciso acabar com essa tristeza, é preciso inventar de novo o amor.' Vinícius de Moraes

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Que noite foi essa, Caetano [Retrato prévio nosso]

Estou livre, só hoje, de minhas listas mentais de tudo o que precisa estar certo e limpo e enquadrado. (...) Hoje não, martelo. Um dia sem repensar cem vezes todas as coisas que ainda nem pensei. Hoje eu quero me perder... (...) A dificuldade que é me manter uma moça apesar de sentir tão descompensado e compulsivo desejo. A angústia que é querer perfurar o mundo com um buraco. O pavor de que não entendam e diminuam a beleza desse momento e, ao mesmo tempo, a total incapacidade em julgar a opinião dos outros mais importante do que sentir tudo isso.(...) Me derramar em cima de você não é ignorar as estratégias antigas e óbvias de sedução. É só porque realmente não cabe. Não tenho espaço suficiente dentro dos meus ossos para a espiral que você faz com a minha atenção. Vou entrando, aos poucos e continuamente, dentro dos seus olhos e boca e orelhas e nariz. Você me faria ir de ônibus para o Japão sem Rivotril e esse é o melhor elogio que eu poderia fazer a um homem que, por enquanto, só está me olhando e me dizendo que também tem medo de ficar louco. Tudo porque seus buracos me chamam como se eu pudesse me esconder em você sem levar minha cabeça junto. (...) Tudo resguardando uma ânsia que nunca fica clara se é de colocar pra dentro ou se é de colocar pra fora. (...) Troncos alheios e descartáveis para não afundar no mar gelado e escuro dos raros momentos em que a solidão parece o caminho mais difícil. (...) Não tenho vontade de tomar banho, de separar os nós do meu cabelo, de tirar o disco do Caetano. Porque minha preguiça suja, a voz do Caetano e o ar que ainda guarda bem de leve o seu cheiro são os segundos finais do nosso encontro.
É por pessoas como você que eu não troco a tristeza da minha vida por nada.

Tati Bernardi

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

E por uma brecha...



Eu tenho tanto amor dentro de mim, amor pra dar e vender. E é por isso que eu amo tão facilmente, sem nenhuma dificuldade. Basta só eu ter uma brechinha pra entregar esse meu amor.
Se você for legal, ou atencioso, ou der um olhar suspeito, ou qualquer coisa do tipo, ou sei lá (ou o que você fez comigo), pra mim é sinal de brecha, é sinal de corda dada, de moral dada, e ai pronto, fodeu. Tome ai todo o meu amor. Na verdade, apenas parte dele, pois se fosse todo, você se afogaria. Tome ai meu amor, e agora aguente as conseqüências. Quem mandou mexer com quem estava quieto (ou quase)?
Eu sei, que existem certos impedimentos entre a gente, estes que devem ser levado em conta, levado a sério, mas e daí? Não quero deixar de viver por causa de certos conceitos que essa sociedade hipócrita colocou na cabeça das pessoas, desde os tempos primórdios (e você, mais do que ninguém, deveria saber, entender dessas coisas de tempo e sociedade, rsrsrs).
E agora, já que, na minha cabeça sonhadora, a moral foi dada, a brecha foi aberta, eu vou tentar entrar, do jeito que for, eu vou tentar. E não vou descansar até conseguir, pode ir se acostumando comigo.
E sim, eu estou sendo um pouco egoísta. Isto por que tem vezes que se cansa pensar tanto nos outros. E eu preciso ser egoísta em certos momentos. Preciso pensar em mim, nos meus desejos, minhas necessidades, minhas vontades. E também estou sendo um pouco imediatista. Na verdade, eu SOU imediatista (e isso às vezes é um problema). E fico ansiosa, e perco o sono e a paciência, e não consigo descansar, ficar tranquila, me concentrar, até conseguir o que quero.
Tá vendo, quem mandou dar uma brecha justo pra mim, tão cheia de coisas, de complexos, problemas, amores, desejos, ansiedades?...
Enfim, espero que você aceite, que realize o que agora é minha vontade, e que eu espero que seja a sua também...

‎'Faça o que seu coração acha certo. De qualquer forma você será criticado.' Eleanor Roosevelt

See U :*

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

The Prince...



Ah, como sou sonhadora. E como sou determinada. Sou uma mistura dos dois.
E eu sonhei essa semana. E realizei meu sonho também.
Foi algo que vai ser perfeito em sua eternidade. Foi algo tão rápido e tão inesquecível ao mesmo tempo. Algo tão vivo, tão sentido por mim, tão intenso, que ninguém poderia compreender além de nós dois.
São tantas coisas que passam pela minha cabeça. As vezes acho que foi só um sonho, que não foi real.
Espero ter essas lembranças marcadas pra sempre na minha memória.
E eu lembro disso a cada 5 segundos consecutivos. E penso que a cada segundo que passa, isso tudo vai ficando mais atrás. E eu quero te ver de novo. Só mais uma vez (ou duas, rsrsrs). Eu preciso disso. Pra ver se não foi um delírio.
Eu queria ter parado no tempo, naquele momento.
Mas tudo ficou eterno. Tudo foi perfeito. Pela primeira vez (e unica, talvez). E não houve mágoas, ilusões, promessas, mentiras. Nada disso. Apenas uma despedida. E uma aventura. A nossa aventura.
Você vai ser sempre o meu príncipe, e minha aventura. Minha lembrança. E eu sei que esse momento foi eterno. E eu vou sentir falta. Por saber que não vou poder ter tudo aquilo de novo.
Enfim...
I miss you already ♥ 亗

'Diferente dos livros, a gente não pode voltar na melhor parte.'

See U :*

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dor

Meu Deus, eu ainda estou meio desorientada com o que eu vi, com o que aconteceu. São tantas coisas que passam pela minha cabeça, e minhas lágrimas não se cansam de cair. Acho que eu estava acumulando-as no estoque pra usá-las hoje. Porra, e o pior que meu dia foi lindo, passei o dia todo sorrindo, feliz, sonhando, pra vir você e acabar com o meu dia, minha semana, meu mês. Mas eu não vou deixar....
Eu nunca senti uma dor tão forte quanto essa, foi uma dor física, bem no fundo do coração, como se alguém o estivesse estrangulando. Você me levou aos meus extremos, isso é fato. Nunca fui tão feliz, mas nunca fui tão triste também, sabe? Será que vale a pena? Sentir toda essa dor? Será?
E eu não vou nem falar aqui das promessas que você me fez, tantas mil e uma coisas que foram ditas ao meu ouvido, várias e várias vezes. Como eu fui estúpida. Mas no fundo eu sabia que não eram verdades, eu sabia.
Eu nunca me senti tão desrespeitada na minha vida.
Quando te contam é uma coisa, mas você vê é tão pior. Eu não desejo essa dor que eu senti pra ninguém.
Meu Deus, obrigada por me mostrar o que eu não estava vendo. Obrigada por me mostrar pra eu ver. Eu sei que o Senhor vai me ajudar nesses próximos dias.
Eu sei que vou superar isso, como sempre superei tudo o que já passei nessa vida. E sei também que o erro não foi meu, ao menos não dessa vez. A última coisa que alguém pode fazer nesse mundo e me culpar por isso, jamais!
E se eu for falar tudo que eu tenho pra falar, não vai caber tudo aqui.
Depois talvez eu conto mais, enfim...
Forças pra mim.

'Não pode chover o tempo todo. O céu não pode cair para sempre. E embora a noite pareça longa, suas lágrimas não podem cair para sempre.'

Kisses :*

domingo, 21 de agosto de 2011

Já não sei...

Já não sei mais... tantas coisas...
Não sei mais o que sinto, não sei definir isso. Não sei mais o que pensar, na verdade nem ando pensando muito, e isso tem sido muito bom...
Ando um pouco sem tempo pra vida, sem saco também. Ando mudando muito. Me sinto mudada. Mais segura, e nem aí pra nada, nem aí para os outros... Ando preocupada só comigo. E não, não estou sendo egoísta...
Não sinto mais a necessidade de conversar com ninguém sobre certas coisas. Na verdade, não sinto necessidade de falar sobre nada. Só quando é realmente preciso. Só quando algo precisa ser esclarecido. Por que eu gosto de tudo bem claro. Não gosto de meias palavras, meias histórias, meios entendimentos, sabe o que eu quero dizer? É tão bom me sentir mais velha, mais madura. Me ver há uns anos atrás, uns meses atrás, até, e me sentir mais segura em relação ao que eu era, e notar que tem tanta coisa que é insignificante nessa vida pra eu estar me preocupando, gastando minhas energias nessas besteiras. Por que a vida é muito mais do que isso... A gente se importa com muita besteira. Muita coisa irrelevante, insignificante. Cansei de me preocupar tanto, de ficar ansiosa à toa...
Não vou ficar me preocupando com algo que vai passar, mais cedo ou mais tarde. Decidi que vai ser desse jeito. Se alguma coisa vai embora, algum sentimento bom, alguma pessoa, sempre virá algo depois. E tenho esperanças de que virá algo melhor... Sempre.
Enfim...

'Mudei muito, e não preciso que acreditem na minha mudança para que eu tenha mudado.'

See U :*

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Uma citação.

Faz um tempo que não escrevo. Talvez pela instabilidade das emoções em que me encontro. Não que eu esteja estável com elas agora, definitivamente não. Mas como a dor sempre se sobressalta à felicidade, estou aqui, não para dizer com minhas palavras o que eu passo, o que eu vivo, o que eu sinto...
Estou lendo um livro de Clarice Lispector, 'Perto do coração selvagem', e farei aqui uma citação de um pequeno pedaço do texto 'O dia de Joana'. Para ser mais específica, o final desse texto. Talvez seja um pouco como eu me sinto, talvez.

"Era um pouco de febre, sim. Se existisse pecado, ela pecara. Toda a sua vida fora um erro, ela era fútil. Onde estava a mulher da voz? Onde estavam as mulheres apenas fêmeas? E a continuação do que ela iniciara quando criança? Era um pouco de febre. Resultado daqueles dias em que vagava de um lado a outro, repudiando e amando mil vezes as mesmas coisas. Daquelas noites vivendo escuras e silenciosas, as pequenas estrelas piscando no alto. A moça estendida sobre a cama, olho vigilante na penumbra. A cama esbranquiçada nadando na escuridão. O cansaço rastejando no seu corpo, a lucidez fugindo ao polvo. Sonhos esgarçados, inícios de visões. 'Ele' vivendo no outro quarto. E de repente toda a lassidão da espera concentrando-se num movimento nervoso e rápido do corpo, o grito mudo. Frio depois, e sono."

See U :*